
quarta-feira, 30 de março de 2011
Igreja Emergente

domingo, 27 de março de 2011
Coar uma mosca e engolir um elefante

Ouçamos os roqueiros!
Quem ouve o som (sem entender a letra) e olha para a aparência de uma banda de rock cristão chamado Petra certamente pode desprezar a música. Mas logo depois acontece que aquele que rejeita simplesmente liga o som com “hinos” que exaltam o homem egocêntrico, vingativo e cheio de um triunfalismo supostamente sustentado por Deus.
Mas agora ouça e reflita na letra dos roqueiros do Petra:
http://letras.terra.com.br/petra/119185/traducao.html
Infelizmente, temos uma igreja que deixa de cantar o “Credo” dos roqueiros para cantar “O Sabor de Mel” das cantoras pentecostais ludibriadas pelo sentimento de vingança e triunfo vazio.
Pois é, quem diria, mas devemos afirmar que os roqueiros do Petra estão com letras bem bíblicas, enquanto aquelas cantoras de igrejas legalistas cantam heresias e mais heresias. Ouçamos os roqueiros!
sábado, 26 de março de 2011


,1667http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1304,32367709
quinta-feira, 24 de março de 2011
A influência da igreja na sociedade
Precisamos mudar a estratégia evangelística. Precisamos aprender com Jesus.
Durante anos aprendemos que a missão da igreja e do crente é ganhar almas pra Jesus. Afinal, Jesus veio para salvar o que se havia perdido (Lucas 19.10).
E a estratégia que muitas igrejas usam quando o assunto é evangelismo é promover eventos evangelísticos, geralmente “louvorzões gospel”, ações sociais (que poderiam ser ampliadas), ou simplesmente, sair pelas ruas distribuindo folhetos e falando do Amor de Jesus aos passantes.
Tal estratégia funciona, mas ainda é deficiente. Demanda tempo e recursos o que, muitas vezes, não dispomos.
Quando temos uma missão/projeto, para aplicá-lo, traçamos estratégias e utilizamos métodos para alcançar resultados.
O cenário
Agora, sejamos sinceros: analisando os resultados dos nossos esforços em ganhar almas, será que nossas estratégias e métodos têm sido eficientes?
Se você disser que sim, respeito sua opinião, mas embora o IBGE tenha divulgado recentemente que o número de evangélicos tem crescido absurdamente e que a tendência é que até 2020 esse número chegue a 50% da população brasileira, crescimento numérico não é sinônimo de crescimento qualitativo. Exemplo disso é que nunca as igrejas estiveram tão cheias, mas tão pouco influentes socialmente. Nunca se ouviu falar de tantas escândalos no meio evangélico como hoje, logo, crescimento quantitativo nem sempre significa influência social.
E, se temos que imitar Jesus, temos que admitir que temos falhado! Jesus não só transformou e influenciou a sociedade na qual estava inserido, como dividiu a história da humanidade e seus feitos, sua vida, suas palavras têm voz até hoje. E por quê? Porque Jesus tinha credibilidade, algo que o Evangelho no Brasil vem perdendo. E por que Jesus tinha credibilidade? Porque liderava pelo exemplo.
A vida de Jesus não era só discursiva, era de prática. E enquanto os crentes do Brasil não pararem de viver essa espiritualidade ignorante, não vai adiantar crescermos em número. Conversão pressupõe mudança de vida, de postura, de comportamento, e não de religião. Jesus não era religioso!
Agora, se sua resposta foi não, precisamos pensar. Onde temos errado? Vamos à Palavra!
Mateus 9
10. E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.
11. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
12. Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.
13. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
Passamos muito tempo tentando ganhar a alma da pessoa pra Jesus. Penso que devemos ganhar a pessoa da alma para nós.
Precisamos cativá-la. Conquistar seu respeito e confiança. E depois de ganhá-la para nós, ganhá-la pra Jesus será mais fácil. É mais fácil evangelizar um amigo do que um estranho. Precisamos fazer novas amizades. Abrir o leque de nossas relações. Estar separado do mundo não no sentido geográfico, relacional, mas dos princípios e valores do mundo.
Mas o que acontece hoje? O crente se dissocializou. Não anda com quem é “do mundo” (como se existisse algum E.T.). Não joga bola com quem é “do mundo”. Não vai ao rodízio de pizza com os amigos “do mundo”. Separou-se geograficamente. Tornou-se alguém chato, antipático, repelente.
Ninguém gosta de se sentir desconfortável diante de alguém. Muito menos pressionado a ouvir aquilo que não quer.
Nós certamente não gostaríamos que um budista, espírita, muçulmano, judeu pregasse pra nós o tempo todo, tentando nos converter à sua religião. Então por que fazermos o mesmo?
Não estou dizendo que não devemos pregar o evangelho. Aliás, pregar o evangelho é a proposta do post, só que com os métodos de Jesus. Quem vive Jesus não precisa falar o tempo todo.
O Evangelho segundo Jesus.
Paulo disse que somos uma carta, e se de fato vivemos Jesus, eles lêem. Precisamos respeitar o espaço do outro. O mesmo direito que temos de não querermos ser “evangelizados pelo budismo”, por exemplo, eles também têm. Mais do que espiritual é uma questão de bom senso, de respeito.
Jesus era sensato. Não era invasivo. Sabia o quê e quando falar. Jesus era simples. Precisamos imitá-lo:
- Quando esteve diante de uma prostituta, não perdeu tempo dando lição de moral ou se comportando “com santidade” de maneira a expor sua vida pecaminosa. Jesus não era contaminado pela roupagem social. Ele via além da aparência. Ele enxergava o ser humano por trás do rótulo.
- Quando com fome, comia na casa de pecadores. Jesus se relacionava mais com os ditos “do mundo” que com os religiosos. (Mt. 9. 10-13)
- Quando estava em Jericó não se hospedou num hotel 5 estrelas, não quis dormir na casa de nenhum sumo sacerdote. Jesus foi dormir na casa de alguém excluído da sociedade. Jesus se hospedou na casa de Zaqueu, um político corrupto.
Jesus foi um verdadeiro mestre do relacionamento. Durante toda sua vida e ministério, se preocupava em amar e demonstrar misericórdia aos homens. Agora, se olharmos pra igreja evangélica, principalmente no Brasil, vemos um povo que está sempre pronto a julgar e tardio em se compadecer.
Precisamos entender que o objetivo do evangelismo não é só conduzir a alma da pessoa ao céu. Mas é proporcionar à pessoa, pela Palavra, um modus vivendi digno, uma vida abundante. (João 10.10)
Porque o céu é garantia para aqueles que confessaram e aceitaram Jesus como único e suficiente Salvador. Mas enquanto a realidade do céu não chega, temos a realidade do Rio de Janeiro pra viver e não dá mais para fecharmos os olhos diante do caos social que temos vivido.
O que vejo com freqüência são igrejas deformando pessoas, ou melhor, formando pessoas alienadas. Porque usam a Palavra somente para pregar céu e inferno, de modo que, os crentes sabem muito mais sobre fatos acontecidos há milhares de anos do que o que acontece hoje à sua volta. Estou exagerando? Acho que não.
Se as igrejas preparassem os crentes não só para as batalhas espirituais e falassem um pouco mais da sociedade atual, ao invés de massas de gente em vigílias e “showzinhos gospel” pelo Brasil a fora, veríamos a igreja assumir um papel de relevância social considerável e pastores e crentes voltariam a ter credibilidade diante de Deus e dos homens.
Porque se o Evangelho alcançou nossas vidas tendo começado somente com doze homens, imagina o que não alcançaria, enquanto influência social, se um quarto dos crentes do Brasil tivessem a metade da qualidade deles?
Penso que o segredo é ser discípulo de Cristo e não um mero freqüentador de igreja, membro de uma instituição dita evangélica.
- O discipulado precisa ser realidade na vida do evangelista.
- O mundo não precisa ouvir uma fé discursiva, teórica.
- O mundo precisa ver a fé que age; a fé que trabalha e, pelo trabalho, impacta a sociedade.
Enquanto não alcançarmos esse entendimento, o crescimento quantitativo continuará sendo proporcional aos escândalos que desmoralizam e descredibilizam o evangelho.
A paz!
Até a próxima.
quarta-feira, 23 de março de 2011
COMO SER UM PASTOR 171
Pastor 171: como ser um desse tipo.
- Meu filho, ouve agora as minhas instruções e dá ouvidos às minhas palavras. O que vou te dizer agora e de suma importância para você vencer na vida.
O discípulo achou estranho, mas gostou da confiança que lhe estava sendo imposta.
- Existem dois tipos de pessoas: a ovelha burra e o bode ganancioso. É com este tipo de pessoas que você deverá trabalhar - sentenciou o velho para aquele jovem com olhos arregalados de surpresa.
Enquanto o jovem se ajeitou na poltrona para ouvir melhor, o pastor continuou.
- Para você conseguir sucesso, fama, e dinheiro primeiro você precisa se cercar de umas mulheres mal amadas. Estas cujos maridos são totalmente ausentes, desinteressados, beberrões e que dão mais valor aos amigos do que as esposas. Elas serão fiéis a você e não deixarão que falem mal de você.
O jovem se aconchegou ainda mais na poltrona, coçou o queixo e continuava a olhar fixamente no mestre.
O jovem continuava calado, meio descrente, meio surpreso, mas já vislumbrando o seu futuro.
- A estrategia para com os bodes gananciosos é diferente. Faça parecer que eles sempre irão levar vantagens. Peça dinheiro, bens, carro, casa, joias... Tudo o que eles tiverem. Mas faça parecer que eles irão ganhar o dobro se derem para Deus, quer dizer, para você. O ganancioso é a vítima mais fácil porque mesmo as vezes sendo inteligente, eles são mais facilmente enganados justamente por causa da ganância.
A esta altura o garoto já sorria maliciosamente. Fora fisgado pela fala do mestre.
- Por último, desenvolva a arte de fazer as críticas parecerem perseguição.Mais cedo ou mais tarde alguém vai denunciar ou criticar você.Quando alguém cair em si e sair do seu redil, diga que não obteve o que queria por causa da falta fé e por isso lhe perseguia. Você precisa fazer tudo parecer um gesto de fé. Assim poderá culpar os críticos de falta de fé.
- Mas pastor... - Tentou dizer algo o jovem aprendiz.
- Ainda não terminei. Viva no luxo. Tenha do bom e do melhor.Tire exemplo das novelas. Já viu pobreza e coisa feia nas novelas? Lá tudo é lindo e maravilhoso. Não tem miséria. O bode ganancioso e a ovelha burra acham que isto é que é sinal da bênção de Deus.
E assim a conversa se estendeu por um logo tempo. Trocaram ainda algumas considerações finais e o mestre despediu seu pupilo. Saindo para casa, após caminhar alguns metros um senhor se dirige ao jovem.
- Moço, um folheto da Palavra de Deus pra você.
O jovem pensou em recusar, mas isto poderia fazer aquele velho tentar argumentar, aceitou. Continuou a caminhar e antes de jogar o folheto no chão, deu uma olhada no título:
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
NÃO QUERO MAIS SER EVANGÉLICO!

NÃO QUERO MAIS SER EVANGÉLICO!
"Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do "Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil".
Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.
Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por "profissionais da fé". Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.
Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso".
Para que os títulos: "pastor", "reverendo", "bispo", "apóstolo", o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!
Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "instruí-vos uns aos outros" (Cl 3. 16).
Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem